quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O amor é o alimento da alma

Um semeador saiu a semear.
Enquanto lançava a semente,parte dela caiu à beira do caminho,e as aves vieram e a comeram.
Parte dela caiu em terreno pedregoso,onde não havia muita terra,e logo brotou porque a terra não era profunda.
Mas quando saiu o sol,as plantas se queimaram e secaram,porque não tinha raiz.Outra parte caiu entre espinhos,que cresceram e sufocaram as plantas.
Outra ainda caiu em boa terra,deu boa colheita,cem.sessenta e trinta por um.Aquele que tem ouvido para ouvir ouça.
Espero que todas as pessoas sejam semeadores,que nunca desistam da luta de semear.Pois as sementes são nossas crianças e adolescentes,então nós temos que semear a boa semente.
Porque a luta é grande e nem sempre nossas sementes vão dar frutos,mas nem por isso devemos parar de lutar,porque o pessimismo mata um sonho.
Nós precisamos prestar atenção,pois se não sentirmos a obrigação pessoal e coletiva de fazer alguma coisa que provoque mudanças,seremos culpados pela omissão.
Recomece com ternura o trabalho de regar,porque nascerão mil flores puras,então todos poderemos colher esses frutos.Porque quando o amor está presente no relacionamento dos seres humanos,as tristezas são bem menores e as alegrias bem maiores e duradoras.
Porque o coração da criança é solo propicio à semeadura de verdade e de amor.


E reduzir a maioridade penal não vai reduzir a violência que se instalou em nosso pais.

Sabemos que a criança e o adolescente nem tem em seu bairro equipamentos de lazer recreação e ou esporte.

Nestas situações adversas é que reside uma das raízes profundas das violências mais cruéis da sociedade, onde negaram seu espaço de brincarem ou praticar esporte ou lazer ou lhe tirou da vida aquele que não cresceu pela fome que passaram ou pelo sonho roubado, mais quem esta preocupada pelo sonho perdido dos violados por esse direito.

Estes normalmente são considerados como violentos, delinqüentes, agressores da sociedade que os gerou.

E reduzir a maioridade penal não vai reduzir a violência que se instalou em nosso pais.

Nós precisamos prestar atenção, pois se não sentirmos a obrigação pessoal e coletiva de fazer alguma coisa que provoque mudanças, seremos culpados pela omissão.

Precisamos da mobilização da sociedade, da participação nas discussões e planejamentos das ações em relação à infância e à adolescência.

Mas tenho que ressaltar que o processo de construção de um sistema de garantia de direitos requer a mobilização estadual, assegurando os direitos humanos e cidadania às crianças e adolescentes no processo democrático brasileiro e, principalmente, com o apoio do município e do Estado.

Paulo Novaes

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

UMA CRIANÇA APANHANDO, AGORA.

Agora, neste exato instante, uma criança paulista está apanhando, sendo espancada. Daqui a uma hora, outra criança estará sendo vítima de violência. Pelo resto do dia será assim e o mesmo acontecerá nos próximos dias. A conclusão vem da análise dos totais de denúncias que chegam ao 180 do Disque-Denúncia: foram nada menos do que 6.523 ligações sobre menores em situação de risco no estado de São Paulo, entre janeiro e outubro deste ano. Na média, são 21 crianças espancadas por dia. Mas, como os registros do Disque-Denúncia estão abaixo do que acontece na realidade, é fácil imaginar que sejam mais de 24 por dia, ou mais de uma criança espancada por hora.

Pode ser muito mais do que isso, na verdade, pois nem sempre os vizinhos e parentes denunciam, quando percebem que uma criança está sendo espancada. Infelizmente, prevalece ainda a tradição de que os pais têm direito de bater em seus filhos. E muitos pais e mães levam esse suposto direito ao extremo, como as delegacias especializadas constatam todos os dias. Levar esse suposto direito ao extremo pode significar até a morte do menor indefeso.

Vizinhos e parentes deixam de denunciar, também, porque não sabem que estão cometendo o crime de omissão de socorro, quando se omitem. Essa mistura infeliz de ignorância e preconceito chegou a limites intoleráveis. As autoridades precisam tomar, com urgência, duas medidas: mais rigor com os adultos que espancam crianças e uma forte campanha de esclarecimento da sociedade. Todas as pessoas devem ser conscientizadas de que a Idade Média ficou para trás há séculos, de que estamos no século 21, de que agressões de toda natureza são repugnantes, especialmente quando a vítima é uma criança.

A triste realidade, verificada também nos casos de abuso sexual de menores, é que os autores da violência contra crianças, na grande maioria das vezes, são os pais e as mães. Embrutecidos pela vida, concentram nos próprios filhos sua estupidez. Para eles não há outro caminho senão o da punição rigorosa, exemplar. Têm de pagar pelo crime que cometem – e nossos legisladores têm a obrigação de classificar esses crimes como hediondos, pois é disso que se trata.
Quanto às crianças condenadas a viver longe dos pais conduzidos à prisão, cabe ao Estado dar o melhor atendimento médico, social, psicológico e, sempre que possível, conseguir uma adoção.
Temos de dar a elas uma chance de vida melhor, sem a ameaça da violência e da própria morte dentro de casa

domingo, 15 de janeiro de 2012

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.

A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de 1975 a 1989 a porcentagem dos nascimentos de adolescentes grávidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos no país. Lidando com esses números, estima-se que aos 20 anos, 40% das mulheres brancas e 64% de mulheres negras terão experimentado ao menos 1 gravidez nos EUA .

No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje em dia. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.

A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinha pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Detecção da violência na família

Realizar perguntas relativas ao bem-estar dos pais, o sentimento deles em relação à criança, problemas

com a criança e como os pais lidam com eles, relacionamento conjugal, o envolvimento do pai na assistência

à criança, pontos de apoio e de tensão e mudanças recentes na vida familiar. É importante avaliar diretamente

a maneira como a criança percebe a sua situação e o seu bem-estar.

Perguntas a serem feitas para a criança:

- Como estão as coisas na escola, em casa, no bairro?

- Quem vive com você?

- Como é o seu relacionamento com as pessoas da sua casa?

- Que tipo de atividades você faz com elas?

- Existe algo que você gostaria de mudar?

- O que faz quando alguma coisa o incomoda?

- As pessoas brigam na sua casa? De que maneira? A respeito de quê?

Perguntas para os pais:

- Como vocês estão?

- Vocês se preocupam com __________?

- O que você faria se __________ o deixasse fora de si?

- Quem os ajuda com as crianças?

- Vocês têm tempo para se dedicarem a si mesmos?

- O que acham do bairro onde moram?

- Como era o seu relacionamento com o pai de __________?

- A violência e as drogas são problemas graves atualmente?

- Há algum tipo de violência ou desavença em casa?

- Alguém usa drogas em casa?

Violência

Vitoria Rose
Violência

De acordo com a Unicef, muitos atos de violência cometidos contra as crianças continuam escondidos e chegam a ter a aprovação da sociedade.

A violência contra as crianças inclui a física, psicológica, discriminação, negligência e maus-tratos. Vai desde abusos sexuais em casa a castigos corporais e humilhantes na escola, ou em qualquer outro lugar da convivência dos pequenos.

Toda e qualquer violência contra a criança deve ser denunciada. As marcas físicas, emocionais e psicológicas da violência podem ter sérias implicações no desenvolvimento da criança, na sua saúde e capacidade de aprendizagem.