quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O amor é o alimento da alma
E reduzir a maioridade penal não vai reduzir a violência que se instalou em nosso pais.
Sabemos que a criança e o adolescente nem tem em seu bairro equipamentos de lazer recreação e ou esporte.
Nestas situações adversas é que reside uma das raízes profundas das violências mais cruéis da sociedade, onde negaram seu espaço de brincarem ou praticar esporte ou lazer ou lhe tirou da vida aquele que não cresceu pela fome que passaram ou pelo sonho roubado, mais quem esta preocupada pelo sonho perdido dos violados por esse direito.
Estes normalmente são considerados como violentos, delinqüentes, agressores da sociedade que os gerou.
E reduzir a maioridade penal não vai reduzir a violência que se instalou em nosso pais.
Nós precisamos prestar atenção, pois se não sentirmos a obrigação pessoal e coletiva de fazer alguma coisa que provoque mudanças, seremos culpados pela omissão.
Precisamos da mobilização da sociedade, da participação nas discussões e planejamentos das ações em relação à infância e à adolescência.
Mas tenho que ressaltar que o processo de construção de um sistema de garantia de direitos requer a mobilização estadual, assegurando os direitos humanos e cidadania às crianças e adolescentes no processo democrático brasileiro e, principalmente, com o apoio do município e do Estado.
Paulo Novaes
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
UMA CRIANÇA APANHANDO, AGORA.
Agora, neste exato instante, uma criança paulista está apanhando, sendo espancada. Daqui a uma hora, outra criança estará sendo vítima de violência. Pelo resto do dia será assim e o mesmo acontecerá nos próximos dias. A conclusão vem da análise dos totais de denúncias que chegam ao 180 do Disque-Denúncia: foram nada menos do que 6.523 ligações sobre menores em situação de risco no estado de São Paulo, entre janeiro e outubro deste ano. Na média, são 21 crianças espancadas por dia. Mas, como os registros do Disque-Denúncia estão abaixo do que acontece na realidade, é fácil imaginar que sejam mais de 24 por dia, ou mais de uma criança espancada por hora.
Pode ser muito mais do que isso, na verdade, pois nem sempre os vizinhos e parentes denunciam, quando percebem que uma criança está sendo espancada. Infelizmente, prevalece ainda a tradição de que os pais têm direito de bater em seus filhos. E muitos pais e mães levam esse suposto direito ao extremo, como as delegacias especializadas constatam todos os dias. Levar esse suposto direito ao extremo pode significar até a morte do menor indefeso.
Vizinhos e parentes deixam de denunciar, também, porque não sabem que estão cometendo o crime de omissão de socorro, quando se omitem. Essa mistura infeliz de ignorância e preconceito chegou a limites intoleráveis. As autoridades precisam tomar, com urgência, duas medidas: mais rigor com os adultos que espancam crianças e uma forte campanha de esclarecimento da sociedade. Todas as pessoas devem ser conscientizadas de que a Idade Média ficou para trás há séculos, de que estamos no século 21, de que agressões de toda natureza são repugnantes, especialmente quando a vítima é uma criança.
A triste realidade, verificada também nos casos de abuso sexual de menores, é que os autores da violência contra crianças, na grande maioria das vezes, são os pais e as mães. Embrutecidos pela vida, concentram nos próprios filhos sua estupidez. Para eles não há outro caminho senão o da punição rigorosa, exemplar. Têm de pagar pelo crime que cometem – e nossos legisladores têm a obrigação de classificar esses crimes como hediondos, pois é disso que se trata.
Quanto às crianças condenadas a viver longe dos pais conduzidos à prisão, cabe ao Estado dar o melhor atendimento médico, social, psicológico e, sempre que possível, conseguir uma adoção. Temos de dar a elas uma chance de vida melhor, sem a ameaça da violência e da própria morte dentro de casa
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.
A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de
No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje
A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinha pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de
sábado, 14 de janeiro de 2012
Detecção da violência na família
Realizar perguntas relativas ao bem-estar dos pais, o sentimento deles em relação à criança, problemas
com a criança e como os pais lidam com eles, relacionamento conjugal, o envolvimento do pai na assistência
à criança, pontos de apoio e de tensão e mudanças recentes na vida familiar. É importante avaliar diretamente
a maneira como a criança percebe a sua situação e o seu bem-estar.
Perguntas a serem feitas para a criança:
- Como estão as coisas na escola, em casa, no bairro?
- Quem vive com você?
- Como é o seu relacionamento com as pessoas da sua casa?
- Que tipo de atividades você faz com elas?
- Existe algo que você gostaria de mudar?
- O que faz quando alguma coisa o incomoda?
- As pessoas brigam na sua casa? De que maneira? A respeito de quê?
Perguntas para os pais:
- Como vocês estão?
- Vocês se preocupam com __________?
- O que você faria se __________ o deixasse fora de si?
- Quem os ajuda com as crianças?
- Vocês têm tempo para se dedicarem a si mesmos?
- O que acham do bairro onde moram?
- Como era o seu relacionamento com o pai de __________?
- A violência e as drogas são problemas graves atualmente?
- Há algum tipo de violência ou desavença em casa?
- Alguém usa drogas em casa?
