Reinserção social, readaptação, ajustamento social, integração à família e sociedade. Várias são as expressões
empregadas para referir-se ao efeito desejado do trabalho com o jovem em conflito com a lei, em
cumprimento de medidas socioeducativas, particularmente em privação de liberdade. Parte do aparato
legal do Estado, a partir da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, significam, essas medidas,
uma chamada à responsabilização do jovens, em face da transgressão cometida. No entanto, avalia-se, o
que dá a essas medidas o caráter socioeducativo, fazendo com que o trabalho desenvolvido nas instituições
diferencie-se do cumprimento de pena? Estrutura física, formação de recursos humanos, ações educativas e
trabalho transdisciplinar são alguns dos aspectos implicados nesta questão. Neste contexto de discussão
insere-se o presente artigo, que tem por objetivo discutir o caráter socioeducativo das medidas de privação
de liberdade e as possibilidades de reinserção social do jovem em conflito com a lei.