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domingo, 29 de janeiro de 2012

DEPOIMENTOS DE UM ADOLESCENTE.

As pessoas pensam que a gente tem uma pedra no lugar do coração, e não é isso não, eu amo meus irmãos, minha mãe e gosto muito do senhor, eu sou humano também.

Não me incomodo. Sei que não vou passar dos vinte.

CAUSA MORTE


Choque hemorrágico agudo, produzido por múltiplos impactos de projeteis no crânio, tórax, abdome, informou o IML.

Assim a morte aconteceu em conseqüência direta das feridas por armas de fogo distribuídas em todo o corpo.

Eu só ando nos panos tio, tenho mais de dez pares de tênis, se fosse trabalhar não conseguia andar na moda, não estudei e nem tenho profissão a única coisa que sei fazer é traficar e roubar para isso não precisa ter estudo só coragem e sangue frio.

A primeira vez que roubei estava soltando uma pipa e ela enroscou encima do telhado do barraco vizinho subi para pegar a pipa e a telha quebrou, cai dentro do barraco, a minha sorte que foi encima da cama como não tinha ninguém no barraco aproveitei e peguei um vídeo game e sai correndo, eu sempre tive vontade de ter um, tava fácil, peguei.

DEPOIMENTOS DE UM ADOLESCENTE.

Quem nasce no morro já nasce marcado, a gente procura ser diferente, mas sem dinheiro não da, quem mora na favela sabe que só vai ter roupa boa se roubar ou vender drogas.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

REFLEXÃO

NA VERDADE,A CRIANÇA E O ADOLESCENTE SOFREM TODO TIPO DE VIOLÊNCIA:

A VIOLÊNCIA POLITICA
A VIOLÊNCIA SOCIAL
A VIOLÊNCIA ECONÔMICA
A VIOLÊNCIA CULTURAL
A VIOLÊNCIA RELIGIOSA

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O amor é o alimento da alma

Um semeador saiu a semear.
Enquanto lançava a semente,parte dela caiu à beira do caminho,e as aves vieram e a comeram.
Parte dela caiu em terreno pedregoso,onde não havia muita terra,e logo brotou porque a terra não era profunda.
Mas quando saiu o sol,as plantas se queimaram e secaram,porque não tinha raiz.Outra parte caiu entre espinhos,que cresceram e sufocaram as plantas.
Outra ainda caiu em boa terra,deu boa colheita,cem.sessenta e trinta por um.Aquele que tem ouvido para ouvir ouça.
Espero que todas as pessoas sejam semeadores,que nunca desistam da luta de semear.Pois as sementes são nossas crianças e adolescentes,então nós temos que semear a boa semente.
Porque a luta é grande e nem sempre nossas sementes vão dar frutos,mas nem por isso devemos parar de lutar,porque o pessimismo mata um sonho.
Nós precisamos prestar atenção,pois se não sentirmos a obrigação pessoal e coletiva de fazer alguma coisa que provoque mudanças,seremos culpados pela omissão.
Recomece com ternura o trabalho de regar,porque nascerão mil flores puras,então todos poderemos colher esses frutos.Porque quando o amor está presente no relacionamento dos seres humanos,as tristezas são bem menores e as alegrias bem maiores e duradoras.
Porque o coração da criança é solo propicio à semeadura de verdade e de amor.


E reduzir a maioridade penal não vai reduzir a violência que se instalou em nosso pais.

Sabemos que a criança e o adolescente nem tem em seu bairro equipamentos de lazer recreação e ou esporte.

Nestas situações adversas é que reside uma das raízes profundas das violências mais cruéis da sociedade, onde negaram seu espaço de brincarem ou praticar esporte ou lazer ou lhe tirou da vida aquele que não cresceu pela fome que passaram ou pelo sonho roubado, mais quem esta preocupada pelo sonho perdido dos violados por esse direito.

Estes normalmente são considerados como violentos, delinqüentes, agressores da sociedade que os gerou.

E reduzir a maioridade penal não vai reduzir a violência que se instalou em nosso pais.

Nós precisamos prestar atenção, pois se não sentirmos a obrigação pessoal e coletiva de fazer alguma coisa que provoque mudanças, seremos culpados pela omissão.

Precisamos da mobilização da sociedade, da participação nas discussões e planejamentos das ações em relação à infância e à adolescência.

Mas tenho que ressaltar que o processo de construção de um sistema de garantia de direitos requer a mobilização estadual, assegurando os direitos humanos e cidadania às crianças e adolescentes no processo democrático brasileiro e, principalmente, com o apoio do município e do Estado.

Paulo Novaes

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

UMA CRIANÇA APANHANDO, AGORA.

Agora, neste exato instante, uma criança paulista está apanhando, sendo espancada. Daqui a uma hora, outra criança estará sendo vítima de violência. Pelo resto do dia será assim e o mesmo acontecerá nos próximos dias. A conclusão vem da análise dos totais de denúncias que chegam ao 180 do Disque-Denúncia: foram nada menos do que 6.523 ligações sobre menores em situação de risco no estado de São Paulo, entre janeiro e outubro deste ano. Na média, são 21 crianças espancadas por dia. Mas, como os registros do Disque-Denúncia estão abaixo do que acontece na realidade, é fácil imaginar que sejam mais de 24 por dia, ou mais de uma criança espancada por hora.

Pode ser muito mais do que isso, na verdade, pois nem sempre os vizinhos e parentes denunciam, quando percebem que uma criança está sendo espancada. Infelizmente, prevalece ainda a tradição de que os pais têm direito de bater em seus filhos. E muitos pais e mães levam esse suposto direito ao extremo, como as delegacias especializadas constatam todos os dias. Levar esse suposto direito ao extremo pode significar até a morte do menor indefeso.

Vizinhos e parentes deixam de denunciar, também, porque não sabem que estão cometendo o crime de omissão de socorro, quando se omitem. Essa mistura infeliz de ignorância e preconceito chegou a limites intoleráveis. As autoridades precisam tomar, com urgência, duas medidas: mais rigor com os adultos que espancam crianças e uma forte campanha de esclarecimento da sociedade. Todas as pessoas devem ser conscientizadas de que a Idade Média ficou para trás há séculos, de que estamos no século 21, de que agressões de toda natureza são repugnantes, especialmente quando a vítima é uma criança.

A triste realidade, verificada também nos casos de abuso sexual de menores, é que os autores da violência contra crianças, na grande maioria das vezes, são os pais e as mães. Embrutecidos pela vida, concentram nos próprios filhos sua estupidez. Para eles não há outro caminho senão o da punição rigorosa, exemplar. Têm de pagar pelo crime que cometem – e nossos legisladores têm a obrigação de classificar esses crimes como hediondos, pois é disso que se trata.
Quanto às crianças condenadas a viver longe dos pais conduzidos à prisão, cabe ao Estado dar o melhor atendimento médico, social, psicológico e, sempre que possível, conseguir uma adoção.
Temos de dar a elas uma chance de vida melhor, sem a ameaça da violência e da própria morte dentro de casa

domingo, 15 de janeiro de 2012

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.

A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de 1975 a 1989 a porcentagem dos nascimentos de adolescentes grávidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos no país. Lidando com esses números, estima-se que aos 20 anos, 40% das mulheres brancas e 64% de mulheres negras terão experimentado ao menos 1 gravidez nos EUA .

No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje em dia. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.

A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinha pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Detecção da violência na família

Realizar perguntas relativas ao bem-estar dos pais, o sentimento deles em relação à criança, problemas

com a criança e como os pais lidam com eles, relacionamento conjugal, o envolvimento do pai na assistência

à criança, pontos de apoio e de tensão e mudanças recentes na vida familiar. É importante avaliar diretamente

a maneira como a criança percebe a sua situação e o seu bem-estar.

Perguntas a serem feitas para a criança:

- Como estão as coisas na escola, em casa, no bairro?

- Quem vive com você?

- Como é o seu relacionamento com as pessoas da sua casa?

- Que tipo de atividades você faz com elas?

- Existe algo que você gostaria de mudar?

- O que faz quando alguma coisa o incomoda?

- As pessoas brigam na sua casa? De que maneira? A respeito de quê?

Perguntas para os pais:

- Como vocês estão?

- Vocês se preocupam com __________?

- O que você faria se __________ o deixasse fora de si?

- Quem os ajuda com as crianças?

- Vocês têm tempo para se dedicarem a si mesmos?

- O que acham do bairro onde moram?

- Como era o seu relacionamento com o pai de __________?

- A violência e as drogas são problemas graves atualmente?

- Há algum tipo de violência ou desavença em casa?

- Alguém usa drogas em casa?

Violência

Vitoria Rose
Violência

De acordo com a Unicef, muitos atos de violência cometidos contra as crianças continuam escondidos e chegam a ter a aprovação da sociedade.

A violência contra as crianças inclui a física, psicológica, discriminação, negligência e maus-tratos. Vai desde abusos sexuais em casa a castigos corporais e humilhantes na escola, ou em qualquer outro lugar da convivência dos pequenos.

Toda e qualquer violência contra a criança deve ser denunciada. As marcas físicas, emocionais e psicológicas da violência podem ter sérias implicações no desenvolvimento da criança, na sua saúde e capacidade de aprendizagem.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Flávia Teruel


  • violência que comumente é dirigida as nossas crianças e adolescentes é motivo de grande preocupação para o poder público e a sociedade civil e precisa ser combatida com veemência. A violência nem sempre consiste na agressão física propriamente dita que é ostensiva, visível, que causa as vezes clamor social. Existe a violência silenciosa, evidente mas, não vista (ou não se quer ver), perpetrada as vezes a luz do dia, aos olhos da sociedade e das autoridades, porém passa desapercebida, esta é a mais difícil de se combater.
http://www.facebook.com/groups/265625933462060/

CHEGA DE VIOLÊNCIA

CRACOLÂNDIA

Operação na Cracolândia não tem data para terminar, diz secretário

Secretário da Segurança Pública considera que a ação deve durar o tempo necessário para agentes de saúde e da assistência social poderem atuar na região

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

EU SOU MENOR E NÃO DA NADA

ESCRITOR

Esse livro tem como objetivo demonstrar, sob a ótica da razão e do bom senso, que o discurso da redução da maioridade penal se traduz numa ilusão quando um problema que se pretende com tal medida seja a redução da violência.

Atualmente, a maioridade penal no Brasil ocorre aos 18 anos, segundo o artigo 27 do Código Penal, reforçado pelo artigo 228 da Constituição Federal de 1988 e pelo artigo 104 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) lei nº. 8.069/90).

A questão é do abandono e da exploração pela violência contra seres humanos, crianças e adolescentes abandonados e exploradas apenas tornam mais evidentes outros problemas.

Pensemos a sociedade civil como tem o poder de atrair os excluídos afastados do centro, e morando as margens da miséria nas periferias, é nesse ponto que a hipocrisia é uma forma sutil.

Constituídos em dilemas para Deputados Federais e Senadores, tramitam no Congresso nacional, projetos que visam à redução da maioridade penal.

A iniciativa decorre da parte daqueles que entendem que o adolescente infrator aos dezesseis anos, já podem trabalhar, votar e casar, sendo que o adolescente a partir dos 16 anos, tem plena consciência de seus atos, ou pelo menos já tem discernimento suficiente para prática do crime.

O debate volta à tona nesse livro, a redução da maioridade penal resolveria os problemas ligados à criminalidade, como a violência urbana ou a superlotação dos presídios?

A redução da maioridade penal. Menores de 18 anos devem ou não ser julgados pelos seus crimes?

A Câmara dos Deputados e o Senado querem colocar em votação projetos na área de segurança pública.

Alguns Deputados estaduais do Estado de São Paulo defendem a redução da maioridade penal para 14 anos, utilizando além dos argumentos gerais para se reduzir a maioridade penal, comparando com a maioridade fixada em outros países, especialmente nos chamados países desenvolvidos.

A manutenção da maioridade penal aos 18 anos no Brasil é defendida por meio de argumentos variados e a decisão como esta não se deve ser tomada pela emoção e sim pela razão.

Neste livro estou dando como exemplo a historia do adolescente Carlinhos, que por falta de oportunidade e por influencia de um adulto acreditou fielmente que ele era menor e que podia roubar matar e traficar que não dava nada.E como se diz na malandragem acabou dentro de uma vala.

Paulo Novaes

Cresce o número de crianças dependentes de drogas


Criança fumando CRACK: Cena muito comum na atualidade
Ao mesmo tempo em que Governo Federal e administrações estaduais e municipais anunciam a aplicação de recursos vultosos para conter o avanço do crack, o fácil acesso à droga permanece como um dos maiores desafios para a eficácia de medidas preventivas e repressivas. Um dos reflexos mais graves da situação é o número crescente de crianças em situação de dependência química na Capital.